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Entrevista com pré-candidato a vereador de Salvador: Ary Passos

Muitas incertezas pairam sobre o cenário político de 2020. A pandemia do novo coronavírus mudou agendas, fazendo os candidatos evitarem aglomerações de pessoas, além de obriga-los, na maioria das vezes, a usar novas ferramentas para chegar ao eleitor.

Locais de debates foram alterados, passando a serem virtuais, candidatos saíram ou migraram para novos partidos, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estuda novas possibilidades para uma eleição diferente do que estamos acostumados a participar.

Em meio a tantas mudanças, uma coisa é certa: está mais difícil para o eleitor escolher os seus candidatos, por isso seguimos com o projeto de prestar esse serviço de apresentar os pré-candidatos a vereador de Salvador através do formato de entrevistas.  

Ary Passos

Portanto, hoje trazemos ao conhecimento dos eleitores soteropolitanos Ary passos. Ele foi indicado por vários colegas dele de profissão (PMs) e ao sugerirem não faltaram elogios para qualifica-lo. Sendo assim, segue a entrevista.

1 – Quem é o Ary Passos que Salvador, em geral, ainda não conhece?

Ary Passos é um ser humano como muitos outros! Casado há 25 anos, pai de 02 filhos fruto de um casamento, e pai de muitos outros filhos oriundo dos projetos sociais que idealizamos e realizamos desde de 1998 junto com o meu irmão Aldy Passos e outros amigos. Por exemplo, projeto Nosso Suor – um projeto voltado ao Esporte, que tem o objetivo além de fazer a criança, o adolescente e o adulto a realizar uma modalidade esportiva e a atividade física, também tem o intuito de diminuir o assédio do crime a esses.

Cabo da Polícia Militar que entrou na Corporação no intuito de servir e ajudar ao próximo. Mestre de Capoeira. Graduando em Licenciatura Plena em Ed. Física pela UCSal. Acadêmico do Curso de Direito da UCSal. Um Guerreiro, um lutador que sempre lutou contra a discriminação seja ela de qualquer natureza e forma, bem como, contra a desigualdade social. Uma pessoa que sempre procura aprender com todas as pessoas, pois acredita que todos têm algo a ensinar.

2) Agora sua visão de política: ideologia, partido que será candidato e por quê?

 Minha ideologia é servir!  Nosso intuito não é Esquerda ou Direita e sim, o Povo. Entendo que na política ninguém deve ser eterno em nenhum cargo, e por isso defendo a constante renovação, precisamos trocar/tirar o que estão aí e que nada fizeram! Por isso junto com algumas lideranças formatamos o partido PATRIOTA para disputar as eleições de Salvador, com o intuito de Renovação! A qual acreditamos e defendemos sempre.

 3) Sabemos que muitos candidatos têm vários projetos e ideias para quando for eleito realizar. Entretanto, queremos apenas saber: qual o seu principal projeto?

Um dos projetos que possuímos trabalha os principais pilares da sociedade, que trará um verdadeiro e real ganho socioeconômico e cultural, na segurança, na saúde e inclusão social. Esse projeto chama-se Flor de Lótus que incentiva as modalidades esportivas familiares, trazendo as famílias para as práticas de atividade física, tendo assim um ganho de uma vida mais saudável, e com isso desonerando a saúde e desafogando as Unidades de pronto atendimento hospitalares.

Nesse projeto teremos suporte de profissionais de diversas áreas, para ajudar os envolvidos no processo de sua vida cotidiana. Sabemos que com a prática de uma vida mais saudável conseguimos afastar muitos do envolvimento das drogas e da criminalidade, ajudando assim a segurança pública de um modo geral.

4) Se você fosse vereador de Salvador atualmente. Como iria se posicionar em relação a questão da pandemia de covid-19?

Eu com o mandato de Vereador nessa atual pandemia, principalmente, traria de início mais informação sobre a seriedade da pandemia e a importância da prevenção do vírus, enfatizaria que o comércio deveria ter medidas extremas de higienização e limite de pessoas, funcionando em horários normais para evitar aglomerações e não prejudicar a economia, pois essa impacta diretamente na própria população.

5)  Como você analisa o cenário político municipal?

Observo que nesse momento de pandemia a Prefeitura de Salvador e o prefeito estão na linha de frente tentando de todas as formas combater a propagação da mesma. Na nossa visão, a Prefeitura tomou algumas atitudes assertivas e outras erradas, no entanto, o que também  enxergamos é que sentimos falta dos Vereadores  efetivamente ao lado do prefeito e/ou nas  comunidades que se diz representar: combatendo; informando ou conscientizando a população sobre o COViD-19, linha de frente não é se esconder atrás de seu assessor e manda-lo ir nos locais em seu nome.

Observamos que a velha política ainda está sendo empregada, onde alguns que dizem lutar pela população e não o faz, a velha política de aparecer em 04 em 04 anos dando tapinhas nas costas e dizendo ser seu amigo, a velha política de utilizar o poder econômico para “subjulgar” o povo utilizando de sua necessidade e fragilidade para tentar se perpetuar na política de Salvador. É preciso mudar esse cenário em Salvador, é preciso oxigenar a câmara de Vereadores. Faz-se necessários termos novos nomes.

6)   Você representa que segmento e ou bairros principalmente? Nesse contexto, que experiência foram agregadas para exercer, caso seja eleito, a função de vereador?

Nosso trabalho social ocorre no Engenho Velho de Brotas, Brotas e adjacências, onde possuímos profissionais capacitados que administram aulas gratuitas para a comunidade.

Estamos também com segmento dos profissionais de segurança pública, por ser Policial Militar entendo os anseios e mazelas dessa classe, pois sou uma das vítimas dessas mazelas, bem como, uma das maiores dores do operador de segurança é a dicotomia Polícia X Sociedade, dicotomia essa propagadas por alguns, mas que não deve existir. Entendo que vivemos em um país que é de democracia representativa, isso significa que todos os grupos sociais precisam ser representados nas câmaras, no legislativo, etc.

No entanto, precisamos entender que todos o policiais e operadores da Segurança Pública têm a preocupação com a sociedade, pois tanto eu como todos eles somos parte dessa sociedade. Nós não estamos acima nem abaixo, somos uma parcela que contém e está contido na sociedade e, portanto, temos obrigação e interesse de solucionar problemas nesta, e com isso pretendemos ser a voz do pensamento da nossa classe policial e da segurança pública com a sociedade.

Pois se a sociedade não tiver bem gerida e gestada pelo sistema público, o trabalho aumenta na questão da segurança pública e dos agentes da segurança. Existe uma preocupação da classe de interagir com o restante da sociedade para sugerir melhoras que atendam toda a população.

7)  O que você gostaria de acrescentar que não foi perguntando na entrevista?

É preciso que a população entenda que mesmo que ela não goste de política, essa que determina os caminhos do Brasil e que afeta a todos de um modo geral. A política não é algo ruim e sim alguns Políticos que não são bons e que a maculam.

Mas para mudar isso é necessário que antes de votar em um candidato, procure ver a sua história, a sua contribuição, o que ele abdicou ou doou por alguém ou pela sua classe, isso sem interesse pessoal. Depois disso você decide se é ele ou não o seu representante, pois o que mais temos são aproveitadores de plantão.

Leia também as entrevistas anteriores:

Sandro Bahiense – Darlan Dorea – Bruno Ceuta – Débora Santana – AdjanearaRicardo Galvão

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