

Às 05 horas da manhã do dia 17/10/2020 a Força Tarefa da SSP desencadeou a “Operação Squatter” com vistas ao cumprimento de mandados de prisão temporária expedidos pela Vara do Júri e Execuções Penais da Comarca de Camaçari, contra policiais militares acusados de cometerem diversos delitos na Região Metropolitana de Salvador.
Os alvos da operação são os Sgt PM da Reserva E. S. S., Sd PM Ref A. P. L., 1º Ten PM C. A. D. J. S., Sub Ten PM P. R. P. D. H., 1º Sgt PM J. N. D. S., além dos Sd 1ª Cl PM B. C. D. S. S., L. S. D. C., O. B. D. S. J., D. S. D. S., W. S. O. D. S., policiais militares da ativa, bem como dos civis C. S. V. (ex-policial), D. D. D. S. e A. R. G. R.
Com exceção do tenente PM investigado, atualmente lotado na 31ª CIPM/Valéria, e do Sub Ten pertencente da CIPT/Central, os demais militares da ativa pertencem à Companhia Independente de Abrantes, 59ª CIPM.
O grupo investigado é acusado de compor uma organização criminosa destinada a invadir terrenos, praticando grilagem de terras, colocando moradores para fora de suas propriedades, utilizando-se de violência e ameaças contra aqueles que atrapalham o interesse da milícia.
A ORCRIM ainda está envolvida na ação que culminou nas mortes do Sd PM ÍTALO PESSOA ANDRADE e do fuzileiro naval CLEVÉRSON SANTOS RIBEIRO, fato ocorrido no dia 11/09/2020, em virtude de disputa por um terreno localizado em Barra do Jacuípe.
De acordo com as investigações, ainda em curso, o Sgt PM da Reserva E. S. S. e PM Ref A. P. L. foram os autores dos disparos que tiraram as vidas de ÍTALO e CLEVÉRSON, e chegaram ao local do crime acompanhados do 1º Ten PM C. A. D. J. S., do Sub Ten PM P. R. P. D. H. e dos dois civis C. S. V. e D. D. D. S. ficando estes quatro últimos responsáveis pela segurança da dupla de executores.
Ainda conforme o apurado, A. R. G. R., caseiro do local, foi quem acionou o grupo após a chegada de ÍTALO e CLEVÉRSON no terreno disputado pelos “milicianos”.
Já os policiais militares envolvidos estavam empregados no serviço no dia do citado episódio e chegaram ao local a bordo de duas viaturas padronizadas logo após a ação criminosa, acobertando a ação dos envolvidos, deixando que eles evadissem do local do crime, mesmo incumbidos do dever de prendê-los. Ademais, alteraram toda a cena do crime com o fito de forjar uma suposta resistência por parte dos vitimados.
Evidencia-se também do caderno apuratório que, embora tenham encontrado ÍTALO e CLEVERSON ainda com vida, os policias militares se negaram a prestar socorro aos desafortunados, apesar de reiterados pedidos das vítimas, uma delas se identificando como policial militar.
Além das prisões de cinco dos acusados, restando oito foragidos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados aos investigados, sendo arrecadados munições de diversos calibres, aparelhos celulares, materiais de informática, coletes balísticos, agentes químicos, documentos relacionados a posse e propriedade de imóveis, diversas armas de fogo e simulacros, certa quantidade de maconha, 2549 pinos de cocaína e uma pedra grande de crack.
A Operação contou com a participação da Corregedoria da SSP, das Corregedorias das Polícias Militar e Civil, Batalhão de Choque, CIPE/Litoral Norte, Cipe/Polo, TOR, Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Comando de Operações de Inteligência (COINT), além do Centro de Operações Especiais (COE), DHHP, DRACO e Departamento de Polícia Técnica, totalizando cerca de 150 policiais.