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Orçamento pesado? Confira locais com preço do gás mais ‘em conta’ em Salvador

A partir da última quinta-feira (3), boa parte das revendedoras apresentaram os valores reajustados por conta da alta feita pela refinaria de Mataripe (Acelen), em São Francisco do Conde.

O gás de cozinha, na Bahia, ficou mais caro nesta semana. A partir da última quinta-feira (3), boa parte das revendedoras apresentaram os valores reajustados por conta da alta feita pela refinaria de Mataripe (Acelen), que variam entre 9,1% e 9,4%.

Na prática, o preço médio do botijão de 13 kg ficaria entre R$ 105 e R$ 120, de acordo com o Sindigás. Mas, alguns locais ainda estão vendendo o item com o preço antigo. Pensando nisso, o jornal Correio, fez uma pesquisa e constatou que a depender da localidade a diferença de preço pode alcançar os R$ 30 reais. Confira abaixo a lista de valores pesquisados em 10 revendedoras.

Sobre o reajuste
Ainda segundo o jornal Correio, o valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, costuma ser reajustado pela Petrobrás. Entretanto, o reajuste desta semana foi realizado pela Refinaria Mataripe, em São Francisco do Conde. 

“Esse reajuste é algo inédito no mercado, porque só tínhamos a Petrobrás que interferia no valor do gás. Mas agora existe um novo agente, a refinaria, que reajustou o gás de maneira bem agressiva”, explicou Robério Santos, diretor do Sindicato dos Revendedores de Gás no estado, ao Correio.

Em nota, a refinaria disse que a “formação de preços da Acelen leva em consideração a variação do preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e o frete (do petróleo até a refinaria). As fórmulas de cálculo de preços estão previstas em contrato, foram discutidas com os clientes e aprovadas e homologadas pela ANP.

A Acelen tem o compromisso de ser uma empresa competitiva”. A Petrobras concluiu a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) para o fundo árabe Mubadala Capital – controloador da Acelen – em novembro do ano passado, num negócio da ordem de R$ 10,1 bilhões.

Reajustes seguidos pesam no bolso
Somente no ano passado, 13 reajustes de preço do gás de cozinha foram realizados na Bahia. Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada em janeiro, revelou que o aumento do botijão chegou a 35,16% no acumulado de 2021. A escalada de preços ficou bem acima da inflação, fechada em 11%.

Do total das adequações feitas, dez foram da Petrobrás, uma do Governo do Estado e duas das distribuidoras. A última mais significativa foi em novembro, com um aumento de 5,1%, deixando o botijão entre R$ 3 e R$ 5 mais caro. 

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