Projeto entrevista com pré – candidatos a vereador de Salvador: Priscila Chammas

priscila Chammas

Para conhecer o que pensam os pré-candidatos a vereador de Salvador de forma resumida, o portal SSA Notícias apresenta o Projeto “Entrevista com pré-candidatos”. O objetivo dos questionamentos é começar a mostrar a população de Salvador, quem são os propensos postulantes aos cargos eletivos nestas eleições municipais de 2020, e assim proporcionar mais conhecimento aos eleitores

Começamos nosso projeto com uma mulher notável: Priscila Chammas Daú.

priscila Chammas

Jornalista, 34 anos, formada pela UFBA e mãe de Giovanna e Matheus. Em sua biografia afirma nunca ter gostado de política, por achar um ambiente sujo demais para as pessoas de bem. No entanto, a partir do conhecimento do conceito de CUSTO BRASIL entendeu o porquê de sermos pobres até hoje. Assim passou a se engajar ativamente na militância política.

Apesar do pouco tempo de trajetória política, Priscila Chammas tem números expressivos: 3.711 mil votos para vereador em 2016 no partido PSL. E 33.649  mil votos para deputada federal em 2018 no partido Novo. Com esses resultados, ela com certeza entra “na briga” para ganhar.

O1 – Fizemos uma breve introdução sobre Priscila Chammas. E deixamos aspectos importante, por exemplo, ter feito uma campanha em plena gravidez. Isso foi proposital porque queremos saber de você quem é Priscila Chammas por Priscila Chammas nas suas relações que não necessariamente envolve a política?

Não, não foi proposital. O plano era engravidar uns meses antes, para estar um pouquinho mais folgada durante a campanha. Mas essas coisas não dão pra planejar com tanta exatidão, né? Na verdade, foi muito pior do que fazer campanha grávida. Minha gravidez foi super tranquila, 10 dias antes do parto eu estava subindo e descendo ladeira no sol quente, no cortejo do 2 de julho.

E 10 dias depois da cesariana, estava em cima de um minitrio, percorrendo a cidade com outros pré-candidatos do Novo, no dia da convenção. Essa segunda parte foi muito mais difícil. Fazer campanha com um bebê recém nascido. Não consegui viajar muito, ao mesmo tempo que tive problemas com amamentação, por ficar longos períodos longe da minha filha. Só consegui porque tive uma rede de apoio muito boa, principalmente minha mãe, que ficava com ela sempre que eu tinha que sair ou fazer pequenas viagens.

02 – Agora a sua visão de política: Ideologia, partido que será candidata e por quê?

Sou liberal, e pretendo sair pelo Partido Novo. Como sempre falo em minha apresentação, ser política nunca foi meu sonho de vida, mas em um dado momento, percebi que não existia nenhum político na Bahia que eu me sentisse representada para dar o meu voto. Percebi que, se não fosse eu mesma, ninguém defenderia as pautas que eu gostaria que fossem defendidas. E percebi também que não era a única que demandava a defesa de determinadas pautas.

03 – Sabemos que muitos candidatos têm muitos projetos e ideias para quando for eleito realizar. Entretanto, queremos saber apenas do seu principal projeto?

Podem ficar certos de que minha pauta principal será sempre melhorar o ambiente de negócios em Salvador. Somos uma cidade pobre, a capital com o maior índice de desemprego do Brasil. E não existe outra forma de vencer a pobreza senão facilitar a produção de riquezas. O governo não gera empregos, a Justiça do Trabalho não gera empregos. Quem gera empregos são as empresas, mas é extremamente complexo e caro empreender em Salvador. Tem sempre um fiscal na sua cola, uma multa, uma taxa, um imposto extorsivo, um alvará que demora meses… uma série de dificuldades que são impostas pelos governantes e que só atrapalham o ambiente de negócios e, consequentemente, a geração de riquezas e empregos.

Portanto, meu principal projeto é simplificar, baratear, reduzir a insegurança jurídica para os empreendedores soteropolitanos.

04 – Pela sua forma de se posicionar politicamente, não tem receio de não conseguir realizar uma boa atuação na câmara e consequentemente se frustrar?

De jeito nenhum. Uma boa atuação também passa por fiscalizar as ações da Câmara Municipal e da Prefeitura e tentar barrar projetos prejudiciais para a população. E, para isso, eu não preciso da boa vontade de nenhum político.

05 – Temos duas grandes forças políticas baianas representada por dois nomes: Rui Costa e ACM Neto. Qual o seu ponto de vista da atuação de governo de cada um? Acha possível no futuro estar alinhada com um dos dois?

Não gosto de nenhum dos dois. Apesar de um ser visto pelo eleitorado como “direita” e o outro como esquerda, a atuação de ambos é muito parecida, e às vezes, ACM Neto parece mais esquerdista que o próprio Rui. Populismo, loteamento de cargos, gastos públicos desnecessários (com artistas de carnaval, por exemplo) e muito pouco planejamento (ex: condução do isolamento social na Bahia, que até hoje não tem nada parecido com um plano). Não me vejo “alinhada” com nenhum dos dois, mas nada impede de terem o meu apoio em pautas específicas, que condizem com as ideias que eu defendo. 

06 – Com a eleição do governador de Minas e deputados na eleição de 2018, O Novo é um partido que tem aumentado o destaque no cenário político nacional. No entanto, na Bahia, ainda patina. Como você enfrenta a questão de ter muitos votos, mas, mais uma vez, como aconteceu em 2018, o partido não ter número de votos suficientes para conseguir coeficiente eleitoral para ser eleita?

O Novo ainda é um partido pequeno na Bahia, mas estamos em uma situação muito melhor que em 2018 e 2016. Em 2016,  a Bahia não participou da eleição, porque não tinha praticamente nada aqui. Em 2018, já conseguimos participar, mas de modo muito precário. Eram apenas 8 candidatos, 7 deles novatos, para um coeficiente de 170 mil votos. Então eu fiz os votos necessários para ser eleita, mas o resto da chapa não chegou nem perto do restante do coeficiente. E isso já era esperado.

Para 2020, a projeção é ter algo próximo de 20 candidatos para um coeficiente de 29 mil votos. Só eu tive 20 mil votos em Salvador em 2018. Então já se torna uma situação bem mais factível. Mas se não for, paciência. Prezamos pela qualidade em detrimento da quantidade e da velocidade.

07 – Mensagem final: O que você gostaria de acrescentar que não foi perguntado aqui?

O Brasil não deu certo porque os políticos, de uma forma geral, trabalham para serem reeleitos, para sugar alguma coisa da vida pública, se perpetuarem no poder e depois elegerem sucessores. Poucos estão na política para prestar um serviço à sociedade. O Novo é formado por pessoas comuns, que têm suas vidas, sua profissões, que não dependem da política para sobreviver e, justamente por isso, não abrem concessões. Você nunca vai ver um mandatário do Novo mudar de opinião ao sabor do vento, ou votar em uma pauta pela gritaria de algum grupo de pressão. Temos nossos valores, princípios e posicionamentos bem claros, e não abrimos mão deles. Se não for reeleito, tudo bem. 

A política não é um fim em si mesmo, mas um meio para efetuar as transformações que o nosso país precisa. E essas transformações passam por defender os interesses da maioria dispersa, que é quem paga a conta por cada benesse concedida a grupos corporativistas, com muito lobby e tempo livre para fazer barulho nos parlamentos.

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