Início Brasil Interesse pelo voto cai sucessivamente desde 2006, aponta Instituto

Interesse pelo voto cai sucessivamente desde 2006, aponta Instituto

De acordo com ONG, eleições registraram aumento da violência política no 1º turno
TSE - Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica

Fenômeno aumenta sete pontos porcentuais entre eleições presidenciais de 2006 e 2018 e passa de 18% para 25%, aponta estudo do Instituto Votorantim

Um estudo divulgado pelo Instituto Votorantim apontou que o desinteresse do brasileiro pelo voto cresce de forma lenta, gradual e consistente, sobretudo na região sudeste e nas maiores cidades do País.

De 2006 a 2018, por exemplo, o índice de alienação eleitoral, que trata da soma das abstenções passivas e ativas, saltou sete pontos porcentuais nas eleições presidenciais e passou de 18% para 25%.

De acordo com o Estadão, o estudo ainda aponta que, de 1998 a 2002, houve forte processo de queda na alienação, marcado pela implementação das urnas eletrônicas (com redução de votos brancos e nulos) e pela participação ativa de eleitores, com queda da abstenção. O voto eletrônico é alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A partir de 2006, porém, o quadro se reverteu. “A gente vivenciou nos últimos anos notícias muito críticas sobre políticos, sobre escândalo de corrupção, por exemplo. A evidência e a propagação de que existem desvios de função, de finalidade, vão desengajando o eleitor à medida que ele não percebe um valor no seu voto”, afirmou o gerente-geral do Instituto Votorantim, Rafael Gioielli.

O Sudeste é a região que teve o maior crescimento da taxa. Enquanto todas as outras são caracterizadas ou por estabilização da curva de abstenção passiva (Sul e Centro-Oeste) ou por tendência de queda (Norte e Nordeste), o Sudeste enfrenta aumento lento, mas consistente.

A taxa de eleitores que não foram às urnas na região passou de 17,2% para 21,6% no período. Os votos brancos e nulos saltaram de 7% para 9,4%.

Os dados foram coletados pelo Instituto Votorantim em bases da Justiça Eleitoral e sintetizados no estudo Alienação Eleitoral no Brasil Democrático, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

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