‘Não tem cabimento levantar a menor dúvida sobre as eleições no Brasil’, diz Pacheco

Rodrigo Pacheco
Plenário do Senado durante reunião preparatória destinada à eleição do presidente do Senado Federal para o segundo biênio da 56º Legislatura. A eleição ocorre de forma presencial, seguindo as medidas de segurança contra a covid-19, e obedecendo o Regimento Interno da Casa, que prevê a votação por meio de cédulas em papel inseridas em envelope. Em discurso, à tribuna, candidato à presidência, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Presidente do Senado e do Congresso lembrou ainda que urnas eletrônicas são confiáveis. Nesta quarta, Bolsonaro afirmou que Forças Armadas sugeriram ao TSE apuração paralela por militares.

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), escreveu em sua conta no Twitter nesta quinta-feira (28) que não tem “cabimento” duvidar da legitimidade do processo eleitoral no país.

“Não tem cabimento levantar qualquer dúvida sobre as eleições no Brasil. O Congresso Nacional é o guardião da democracia!”, afirmou o senador.

Pacheco escreveu ainda que a Justiça Eleitoral é eficiente e que as urnas eletrônicas são confiáveis.

“As instituições e a sociedade podem ter convicção da normalidade do processo eleitoral. A Justiça Eleitoral é eficiente e as urnas eletrônicas confiáveis. Ainda assim, o TSE está empenhado em dar toda transparência ao processo desde agora, inclusive com a participação do Senado”, escreveu.

Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A declaração de Pacheco foi feita um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dito que as Forças Armadas sugeriram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma apuração paralela de votos por militares.

Bolsonaro tem adotado nos últimos anos a estratégia de, mesmo sem provas, levantar falsas suspeitas sobre o processo eleitoral. Um inquérito na Justiça investiga essa postura do presidente.

Como é feita a apuração

Segundo o TSE, a apuração dos resultados é feita automaticamente pela urna eletrônica logo após o encerramento da votação.

Nesse momento, a urna imprime, em cinco vias, o Boletim de Urna (BU), que contém a quantidade de votos registrados na urna para cada candidato e partido, além dos votos nulos e em branco.

Uma das vias impressas é afixada no local de votação, visível a todos, de modo que o resultado da urna se torna público e definitivo. Vias adicionais são entregues aos fiscais dos partidos políticos

Na sede do tribunal, em Brasília, é feita contagem desses votos apurados nas urnas. Até a eleição anterior, os boletins das urnas eram transmitidos para os computadores dos tribunais regionais eleitorais, que totalizavam os votos e enviavam o resultado para o TSE.

Neste ano, o tribunal mudou o procedimento e centralizou a totalização dos votos em Brasília.

A Polícia Federal afirmou em relatório concluído em 2018, após uma perícia no sistema eleitoral, que a centralização da totalização de votos das eleições no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iria minimizar a exposição dos dados e teria potencial de melhorar “consideravelmente a segurança operacional” do sistema.

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